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Fertilização in Vitro, quais as principais dúvidas ?

By : on : 24 de junho de 2016 comments : (1)

 

Sobre a Fertilização in vitro e as principais dúvidas.

 

  • O que é FIV?

FIV, abreviação de Fertilização in vitro, é uma técnica avançada de reprodução humana assistida que consiste na colocação de uma quantidade significativa de espermatozóides ao redor do óvulo. Este procedimento é um procedimento laboratorial, ou seja, realizado fora do corpo humano -, in vitro. A equipe envolvida nesse processo é formada pelo médico, o embriologista e também o andrologista. E, para que o resultado esperado aconteça, é importante que cada etapa seja executada com cuidado.

A intenção é que, em ambiente controlado, o espermatozóide fecunde o óvulo formando um embrião. Uma vez que o embrião é formado, faz-se a transferência do mesmo para a cavidade uterina. Se este embrião se implantar no endométrio, a parede que reveste o útero internamente, acontece então a tão esperada gestação.

Além da FIV existem outros métodos de reprodução humana assistida e a escolha depende, claro, de um diagnóstico adequado, que por sua vez está relacionado a uma combinação de fatores que impactam na fertilidade do casal. E, é importante lembrar que quando o assunto é fertilidade, não existe receita de bolo, cada casal é único e deve ser investigado em conjunto..

 

  1. Estou tentando engravidar e não consigo. Quando que procurar um especialista para saber se devo fazer a FIV?

Por definição costuma-se considerar o diagnóstico de infertilidade após um ano de tentativas do casal sem o uso de métodos contraceptivos. Este definição ajuda os casais a procurarem ajuda no momento certo. Mas veja bem, é preciso levar em conta uma série de outros fatores. A média é que 15% dos casais tenham dificuldade em engravidar e esse número cresce pela tendência atual de se postergar a maternidade, pelo aumento dos casos do número de mulheres com endometriose e pela piora da qualidade do sêmen.

Se a mulher tem mais de 35 anos e deseja engravidar é recomendado que busque orientação de especialistas após 6 meses de tentativas sem sucesso. E se a mulher tem 40 anos ou mais é recomendado que busque um especialista desde o momento da tomada de decisão pela gestação. Isso acontece pois, como se sabe, a qualidade e a quantidade de óvulos produzidos com a mulher reduz com a idade. Portanto, quanto mais tardio o desejo de engravidar, maior é a dificuldade.

 

  1. Como é o processo da Fertilização in Vitro?

Podemos dividir a FIV em 5 etapas:

  1. Estimulação ovariana: a mulher faz o uso de medicação hormonal para que o ovário seja estimulado a produzir mais óvulos, ao invés de somente um, como acontece normalmente. O médico acompanha a partir de exames de ultra som transvaginal para definir o melhor dia para a etapa seguinte, a coleta dos óvulos.
  2. Folículo aspiração: Em laboratório especializado faz-se a coleta desses óvulos por aspiração utilizando-se uma agulha especial. É preciso que a paciente esteja em jejum de 8 horas e utiliza-se uma sedação leve para o procedimento. Os ovócitos obtidos são encaminhados ao laboratório de embriologia, onde são mantidos em estufas especiais que controlam a temperatura e a pressão.
  3. Coleta do sêmen: assim como para a realização do espermograma, o sêmen é coletado pela masturbação e os espermatozóides são mantidos em meio de cultura especial. São escolhidos os melhores considerando a motilidade e a forma.
  4. Manuseio de gametas e embriões: o quarto passo é fertilizar os óvulos pelo espermatozóide, ou seja, os espermatozóides são colocados em contato com os óvulos para que a fertilização aconteça e se formem os embriões. Se houver problemas com a quantidade ou qualidade dos espermatozóides, considera-se a possibilidade de se fazer uma Injeção intracitoplasmática de espermatozóide, ou seja, o mesmo é transferido para dentro do óvulo por meio de uma agulha muito fina.
  5. Transferência embrionária: no terceiro ou quinto dia após fertilização, o embrião é transferido por meio de um catéter para a cavidade uterina. O primeiro exame de gravidez, o Beta-HCG, é realizado após 9 a 11 dias. A quantidade de embriões transferidos depende principalmente da idade da mulher e também da qualidade dos embriões formados.
  6. Suporte hormonal e acompanhamento pós transferência.

 

  1. Quais são as indicações para uma FIV?

Qualquer que seja o tratamento para engravidar, deve ser escolhido levando-se em consideração os fatores que estão levando à infertilidade do casal. Nesse sentido, a FIV pode ser o tratamento de escolha tanto quando se considera fatores masculinos quanto os fatores femininos como causa da infertilidade.

Alguns exemplos de indicações onde a FIV pode apresentar excelentes resultados são:

  • Obstrução da tuba uterina na mulher;
  • Mulheres com diagnóstico de endometriose;
  • Baixa reserva ovariana, ou seja mulheres com pouca quantidade ou baixa qualidade dos óvulos;
  • Homens com baixa concentração, redução da motilidade ou alteração na forma dos espermatozóides;
  • Homens vasectomizados ou com alguma obstrução na saída dos espermatozóides;
  • Casais com infertilidade sem causa aparente e que não conseguem engravidar.

 

  1. Qual a diferença entre FIV e ICSI?

Além da FIV, a ICSI é um procedimento laboratorial avançado muito utilizados na reprodução humana assistida. Na verdade, os procedimentos são similares, mas existe uma diferença entre as duas e a escolha da técnica a ser utilizada está relacionada principalmente à qualidade do sêmen e idade do óvulo.

Na FIV clássica os espermatozóides são colocado em contato direto com os óvulos coletados, o que é bem parecido com o acontece naturalmente no corpo da mulher, só que num procedimento laboratorial. Ela é menos invasiva, permite que o melhor espermatozóide fertilize o óvulo e, por isso, costuma ser o procedimento de escolha em casos onde o sêmen é normal.

Já a ICSI, sigla que em português significa injeção intracitoplasmática de espermatozóides, é um procedimento que coloca o espermatozóide dentro do óvulo, utilizando-se uma agulha bem delicada. Por exigir a seleção dos espermatozóides, a ICSI pode ser mais indicada nos casos em que o casal tem alterações graves ou moderadas no sêmen.

Ambas têm boas taxas de fertilização, de 70 a 85%, e a escolha da técnica depende principalmente de uma avaliação adequada do sêmen.

 

  1. Quanto mais embriões transferir para o útero, melhor?

Para aumentar as chances de gravidez, era muito comum a opção de transferir mais de um embrião ao útero da mulher que deseja engravidar. Mas essa medida vem mudando nos últimos anos, pois existe o risco de todos os embriões transferidos se implantarem no útero, provocando gestação de gêmeos, trigêmeos ou mais. Para muitas mulheres existe um romantismo e ser mãe de gêmeos chega a ser um desejo de muitas. Mas a gravidez múltipla, dois bebês ou mais, gera alguns riscos tanto para o bebê quanto para mãe. Dentre eles podemos citar o nascimento pré-maturo, as complicações na visão e síndromes respiratórias, a diabetes gestacional, a paralisia cerebral e outras.

Ou seja, uma gravidez tão sonhada e planejada, pode se tornar um problema. E, por esse motivo, atualmente existe um limite da quantidade indicada de embriões que podem ser transferidos ao útero, que depende principalmente da idade da mulher.

Até 35 anos, 2 embriões;

De 36 a 49 anos, 3 embriões;

Com 40 anos ou mais, transfere-se até 4 embriões.

clinfiv

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Comments
Sr. WordPress 5 horas ago
24 de junho de 2016

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